Indaiatuba tem saldo negativo de 1.153 vagas em julho com fechamento da Toyota; Itu é única com saldo positivo

Apesar da retração de julho, Indaiatuba mantém saldo positivo no acumulado de 2026: de janeiro a julho, a cidade abriu 1.660 postos de trabalho com carteira assinada

Indaiatuba fechou julho de 2026 com saldo negativo de 1.153 vagas na indústria — resultado de 1.214 admissões contra 2.367 desligamentos no setor —, a maior retração mensal do emprego industrial entre as quatro cidades acompanhadas pelo Observatório 75, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Somando todos os setores da economia, o município teve saldo negativo de 1.166 postos de trabalho no mês, o que mostra que a indústria respondeu por praticamente toda a perda.

Fechamento da Toyota concentra os desligamentos

O resultado coincide com o fechamento definitivo da fábrica da Toyota em Indaiatuba, em 30 de junho. Em operação desde 1998, a unidade produzia o Corolla e empregava cerca de 1.500 pessoas; a fabricação do sedã foi incorporada ao complexo industrial que a montadora mantém em Sorocaba. Segundo acordo firmado entre a empresa e o sindicato da categoria, parte da equipe foi transferida para a nova fábrica, com estabilidade de emprego garantida, e outra parcela optou por um plano de demissão voluntária (PDV).

Como a formalização dos desligamentos ocorreu em julho, o impacto apareceu de uma só vez no levantamento do mês em Indaiatuba, apesar de a produção ter sido interrompida ainda em junho.

No acumulado do ano, saldo continua positivo

Apesar da retração de julho, Indaiatuba mantém saldo positivo no acumulado de 2026: de janeiro a julho, a cidade abriu 1.660 postos de trabalho com carteira assinada a mais do que fechou. O desempenho do primeiro semestre foi suficiente para absorver o impacto do fechamento da fábrica sem levar o ano ao negativo, ainda que o resultado tenha sido reduzido de forma abrupta em um único mês.

Itu é a única cidade da região no positivo em julho

Entre as quatro cidades, Itu foi a única a fechar julho no positivo: saldo de 67 vagas, resultado de 2.460 admissões e 2.393 desligamentos. Serviços (86) e indústria (56) lideraram a geração de vagas na cidade, enquanto comércio (-37), construção (-27) e agropecuária (-11) tiveram saldo negativo no mês.

Salto e Porto Feliz também fecham o mês no negativo

Salto teve saldo negativo de 11 vagas em julho, com 1.638 admissões e 1.649 desligamentos. A queda foi concentrada em serviços, que perdeu 59 postos no mês; indústria (47) e construção (seis) ficaram no positivo, e o comércio teve saldo negativo de três vagas.

Porto Feliz registrou saldo negativo de cinco vagas, com 782 admissões e 787 desligamentos. Serviços (-28) e comércio (-12) tiveram os piores resultados, parcialmente compensados pela indústria, que fechou o mês com saldo positivo de 36 vagas — impulsionado, entre outras atividades, pela fábrica de motores que a Toyota mantém no município, unidade distinta da que foi encerrada em Indaiatuba.

Como Indaiatuba, Salto e Porto Feliz também mantêm saldo positivo no acumulado de 2026: 460 e 1.449 postos de trabalho, respectivamente.

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